domingo, 17 de janeiro de 2010

Acorde em si


Hoje estou de parabéns.

Tenho descoberto que não é fácil fazer com que aquilo que toco na guitarra soe bem.

Mas hoje já consegui fazer-me entender: toquei o "parabéns a você". Senti-me um bebé a começar a gatinhar.

Contem comigo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Brand New...year


Chegou o novo ano de 2010.
Todos queremos deixar novas marcas, que nos traga boas recordações.
Acima de tudo pretendemos que corte com o passado no mau e nos mude a vida no bom.

Acima seja: faremos para que se concretize.

Mas... sejamos realistas. Haverá sempre alguma pedra no sapato na nossa tentativa de deixar a tal marca do novo ano.

Descalcemo-nos já.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Serendipity

Hoje escolho uma palavra para a qual não encontro um significado, na minha língua, que me entusiasme particularmente.
Gosto muito do significado (e do filme). Por vezes sinto-me muito assim: encantado com o entusiasmo da descoberta , sem estarmos à procura.


Na página de uma colega ouvi Nick Drake e lembrei-me do filme que alguém traduziu para “Um Feliz Acaso”. A primeira vez que vi a cena do encontro final achei que a música que tinham colocado ficava aquém. Hoje ouvi melhor, li sobre Nick Drake e pareceu-me melhor.
Pode ser da idade, do estado de espírito ou da personagem que imagino mas a música faz-me mais sentido hoje. Hoje sinto-me vivo e isso deixa-me feliz.

Por vezes o nosso barco deambula, suavemente, pelo oceano imenso e recostamo-nos a olhar para o que nos rodeia. Parece que desta vez dei comigo a contemplar o céu do Norte (“Northern Sky”).
Neste momento há o Sul (onde estou), o Norte (onde já estive), o Céu onde me imagino e… a personificação de um Feliz Acaso para onde faço por caminhar.

Recorda-me uma citação desse eterno explorador (e corsário) do século XVI.

“There must be a beginning of any great matter, but the continuing unto the end
until it be thoroughly finished yields the true glory.”
Sir Francis Drake

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um caso em casa


Aprecio trocadilhos. Aprendi a gostar dos jogos de palavras com as músicas dos GNR (aqueles que cantam). Quando menos espero aparece-me uma ideia com palavras. Hoje é tapete.


A mensagem de hoje podia ser em persa, ou de arraiolos mas é de pequenos tamanhos. Não chega a ser carpete ou alcatifa...


Tive um pequeno desespero porque a pequena não se dispôs a lavar o tapete. Acontece-me muito com as miudezas da vida. Resolvi, então, mudar de rumo e pôr mãos à obra. Em 10 minutos senti-me novo outra vez. Desapareceu o entrelaçado dentro de mim, desfazendo os nós que me moiam o juízo. Não senti que lhe tirei o tapete.

Ao invés de poder querer ser um Aladino que voa em tapete atrás de tapete, procurei ser um paladino com a ilusão de imaginar corpete atrás de corpete.

Assim não casa bem.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

de certo...no deserto

Depois de começar a ler o novo livro de Miguel Sousa Tavares (MST) "No teu deserto" no passado Sábado só hoje terminei. Adiei o fim. Tive de escolher entre ler rápido e ir saboreando. Optei pela segunda via.


Gostei muito. É um livro simples, uma história de um homem e de uma mulher que se tocam e que se afastam.

Fala de silêncios, dos desertos que temos de percorrer nas nossas vidas e daqueles que nos distam dos outros.

Retenho a página 100, quando falam daqueles que "ficam calados porque já não têm mais nada de importante para dizer". A poupança, até nas palavras.

Procuro e encontro o que procurava para hoje escrever:

Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falas de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer. Miguel Sousa Tavares
O silêncio que surgiu deste deserto fez-me escrever.

sábado, 1 de agosto de 2009

Acção Exemplar

Os meios de comunicação social (ou lá como chamam aos jornalistas) noticiaram ontem que um camião caiu.
Mais uma tragédia, igual a tantas outras que acontecem por cá e pelo Mundo.
Mas esta notícia é diferente. Ora vejam.


José Brilho, esse herói até então anónimo, ajudou a que o motorista não desfalecesse e evitou uma tragédia maior. Simples? Talvez. Pouco relevante? Não, muito relevante.
Um simples ser humano que estava no sítio certo, à hora certa e teve a atitude certa.
Quantos de nós não conseguimos ter a atitude certa mesmo que estejamos no sítio certo, à hora certa ? Muitos... seguramente.
Lembrou-me uma citação:

Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única.
Albert Schweitzer

Se alguma vez voltar a escrever um post sobre estes assuntos, vou ter José Brilho como referência. A esse ser humano o meu profundo obrigado.
Hoje soube-me bem ver o serviço informativo na televisão.

O Regresso do Rei

Esta semana ouvi uma boa notícia.

Começo por dizer que muito embora este facto não influencie a minha vida de forma directa aumenta o meu bem-estar. faz-me ficar satisfeito. Alegra-me.

Michael Schumacher, o melhor piloto de Formula 1 de todos os tempos, vai voltar a conduzir um Ferrari.

Depois de jejum após jejum nesta época acredito que a Ferrari pode voltar a ganhar e a repetir-se a imagem de vitória que tantas vezes entrou pela minha sala dentro.

Esta imagem! Anunciava-se o Regresso do Rei

terça-feira, 28 de julho de 2009

Limiar de Conforto

Limo o conceito de limiar de conforto enquanto vejo o "Revolutionary Road" do Sam Mendes.

É uma infeliz história de um amor com diversas ambiguidades situadas entre o sonho e a realidade.

Compreendo a April. É uma luta titânica para mudar e ao mesmo tempo querer permanecer (ainda que infeliz). Esta luta consigo própria acaba por fazê-la sucumbir, em vida.

Há uma espécie de redoma que Frank constroi da vida deles que impede a mulher de entrar e de sair de cena. É uma imagem curiosa que encontrei apenas no livro que serviu de inspiração ao filme.

Lembrou-me uma velha citação.

"O mesmo muro que impede os outros de entrar, impede-os de sair." - Bill Copeland
E porque continuamos a evitar esta mudança tão necessária e que pode conduzir os outros a maior infelicidade?

Não pode ser explicado apenas pelo limiar de conforto.

Conforta-me pensar que ainda posso mudar...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Onde estás?

Acabo de ler o "Dinner for two" do Mike Gayle.


Não deixo de pensar no quanto é bom tomarmos as decisões mais acertadas (não necessariamente as mais fáceis) quando a nossa vida balança. O final é como devia ser...



Acabo de ver o "He's Just Not That Into You" com um elenco de actores conhecidos. Os pontos de vista de homens e mulheres, nos labirintos que os próprios criam das suas vidas, são dispostos com comicidade. Gigi, personagem central, atira, no final, com estas palavras:

"Maybe the happy ending is... just... moving on. Or maybe the happy ending is this, knowing after all the unreturned phone calls, broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment you never gave up hope."

Num mundo de mulheres, com tantos sinais e tantos cruzamentos ainda fico admirado como dão com o caminho. Tento admirar a sua ousadia e força de vontade com que constroem e destroem sonhos e intuições para que o todo volte a bater certo nas suas cabeças. Apesar dos contratempos parece que tudo faz parte de um "Masterplan" e que encontram coerência nas situações mais bizarras e situam-se com um romantismo invejável.


Ás vezes corre mal. Não parecem encontrar o Wally. A ansiedade causa ilusões...

Mas a vida é feita de esperança e por um instante voltamos todos (homens e mulheres) a acreditar outra vez. Vezes sem conta, contamos com o instinto. Continuamos o caminho à espera de encontrar alguém que nos complete (e nos complemente) para podermos ser felizes. A felicidade a dois, num jantar a dois.


Imaginamos os pormenores, os cenários, os rituais e no fim perguntamos: onde estás tu? Onde te posso encontrar? Ligas-me ou ligo-me a ti?

E se ela (ou ele) não está assim tão interessada (ou interessado) em ti? Enches-te de esperança e... segues caminho.

domingo, 26 de julho de 2009

Zerar


Gosto de verbos. Não é de agora que tento conjugar palavras com movimentos.

Hoje tenho este ímpeto de parar. Parar? Sim, para voltar.

Fico aqui a zerar o meu Mundo e espero que o dia 27 seja um recomeçar de um novo fôlego, o (re)começo de boas recordações futuras.

Não tenho ilusões: tenho de treinar mais para conseguir melhores resultados.

Estou disposto a isso? Se assim não fosse não estaria a escrever hoje - guardaria para amanhã.
Digo de mim para mim: Vamos a isto? :-)
Carrego no botão. Já está.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Assalto


Há algo que se perde para sempre dentro de nós. Aquele instante em que o tempo toma uma velocidade furiosa e nos torna reféns do nosso capricho interior é avassalador.

Vai haver sempre aquela descida, aquele ímpeto em meu redor, aquelas criaturas vestidas de mal e parte da minha vida a ser levada, numa mala azul, em fuga.

A intromissão foi determinante na minha escolha posterior em não voltar a ser mais invadido do que já tinha sido. Continuo, no entanto, a ser assaltado por aquelas recordações roubadas. Não me assusta voltar lá como nos primeiros dias mas mantenho reserva na minha propriedade.

Sublinho a privacidade e a privação.

Apercebo-me que são conceitos muito meus, muito unidos desde aquele dia, faz hoje há dois anos. Ironicamente unidos, na separação.
Este momento permitiu-me não só ser menos ligado aos bens materiais como acrescentar convicções ao meu Will.
Aceitei a derrota e ganhei com isso.

terça-feira, 27 de maio de 2008

The Match


O início é sedutor.

"Se a vida começar aqui já começou bem.
Querendo começar qualquer coisa, qual o primeiro passo?
O truque esteve sempre aqui: o primeiro e o segundo passo. O primeiro porque envolve toda a (in)definição e o segundo como a confirmação do caminho.
A espaços vamos pensar no princípio, no tempo de entregas generosas. Como o sorriso que doamos para que outros sintam o valor dele e o emoldurem mentalmente, na nossa memória fragmentada
.” (Will)

Eu imagino A Montanha.
Foco-me na chegada, na vitória, e os movimentos concêntricos espalham-se ao longo da ideia. Já não vou querer subir a parada. Não há nada que me incomode mais do que carregar fardos rumo ao topo.

E paro, se calhar, no momento mais improvável.

No início, houve esse sorriso entre nós.
No meio, em mim, há algo que se soma, que se acrescenta ao que fui sendo.
No fim centro-me numa única palavra. Acompanha-me, como um talismã, para toda a parte, adapta-se à minha vida e mantém-me com vida.

Do you match me?

domingo, 27 de abril de 2008

Volta na Vida

Waterfall, 1961, M. C. Escher
[Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/M.C._Escher]

Desenhei um círculo na minha vida. Julguei que abarcava todos os motivos para ser feliz mas alguém me mostrou que havia também o vazio.
Cai em mim, no interior da sua ausência, com dor. Aceitei-me condor e decidi que teria que voar. É certo que não voei para muito longe mas senti-me sozinho neste novo caminho. Seria mais um desafio e saltei quando me senti preparado.

Tive, acima de tudo, muita vontade.
Antecipei o início mas tinha de ser a 27. Aconteceu um mês antes quando me acolhi no abrigo que se fez casa.
O que não ritualizei antes faço-o agora. Parece-me a celebração de uma vida normal (Júnior). Agora que olho para trás não posso falar de The Great Escape mas de um contacto que assumi com Free Will, uma espécie de Independência, Lda. que deverá culminar um dia numa sociedade homónima.
Este momento terá sempre a música da Ana Carolina e o orgulho de poder contar-te que voltei. Por muitas voltas que a minha vida me dê não quero voltar a fechar o círculo para poder levar a água ao meu moinho.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Escolher na consciência

The unexpected answer, René Magritte
[Fonte: profile.myspace.com]

Morreu uma mulher grávida na minha rua. Foi atropelada.
Descobri pouco depois que era toxicodependente e que roubava.
Alguém disse, entre a multidão, que era muito boa filha e que cuidava de uma mãe inválida desde os 20 anos.
Vim a saber que estava grávida de apenas 3 semanas.
O passado criminoso desta mulher era conhecido pela polícia há já muito tempo e havia assaltado e agredido idosas. Era negra.
Levava o filho mais velho todos os dias à escola.
Espancava o filho mais novo, tendo este estado internado 2 meses.

Sentem piedade? Sentem raiva?
Acham que “foi bem feita”?
E se vos disser que se suicidou? Que estava cansada da vida que levava?
Não sei se estas informações ajudam a diluir o efeito da morte, do desaparecimento, da história contada por mim, por cada um de nós sobre os outros.

Ando a ler o fantástico livro “Blink”, de Malcolm Gladwell há já várias semanas e é inquietante a forma como tomamos decisões por pormenores, fazendo fé nas impressões que o nosso cérebro recebe nas pequenas coisas, sem que tenhamos muitas vezes consciência desse processo. Gladwell chama-lhe “slice of life”, fatiar fino segundo nota do tradutor.
Esta reflexão sobre a mulher grávida, naturalmente inventada, é fruto da forma como todos nos avaliamos no dia a dia, comentamos os nossos parceiros, colegas ou amigos. Muitas vezes até a nossa cara-metade não escapa a esta incidência.
Poderia escrever sobre a avaliação do bem e do mal e das consequências dos nossos actos e comportamentos mas…ainda ando com a mente às voltas depois de ver o “Atonement”. Aconselho vivamente.
Há sempre um momento em que escolhemos.

Há escolhas que mudam a nossa vida mas...temos de ter consciência disso?

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

She's All on My Mind

Detenho-me em ti.

Fico a olhar, embevecido e saudoso para o teu rosto. Pode ser do meu estado de loucura momentâneo mas não há nada que não goste no que me mostras, no que tenho descoberto.

Em ti vejo brincadeiras inocentes, paixões sonhadas, noites bem passadas.

E o meu coração bate mais forte ao rever o meu palco de sonhos. Os sonhos de antes e de agora no mesmo local, com o mesmo sentimento. Há uma gratidão imensa de mim para mim quando te avisto e me aproximo, do rio que corre dentro de ti.

Sempre que me a vida do dia-a-dia me estilhaça a esperança há uma ponte que posso percorrer. Tenho a oportunidade de me sentar in between sem que passe uma auto-motora.

É raro e belo.
Sei-o porque o sinto.

E quando me afasto só penso em voltar. Com este amor não há regresso que não se cumpra totalmente, completamente.
Porque no meio das ruas da vida que percorro todos os dias… tu és o meu segredo.

Sempre o foste, sempre o serás.


Post scriptum - Á minha querida amiga Tita agradeço a imagem que tomei de empréstimo. Foram as saudades...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A vida como nós a vemos


Já pensaste que para os mais tímidos um simples "olá" pode ser um enorme avanço? Imagina o que o Mundo interior tem de criar e recriar para que possa sair um "olá" encorajador...
Não tenho a certeza se te teria convidado para jogar ao berlinde ou se teria comprado um CD para te oferecer, se fosses da minha escola . Deveria ter a certeza? Tu tens essa certeza?
Será que deveria viver com a sua ausência todos os dias?
Tu não sabes mas eu sei que não aprendi a jogar ao berlinde (isso nunca me interessou) por isso não te convidaria para tal. Os CD's não existiam nessa altura, por muito que apreciasse música e ta quisesse oferecer. :-)
Há certezas que não nos interessa ter. Simplesmente podemos viver e conviver com a sua ausência, sem preocupações. Não é comum pensarmos do avesso? Estou certo que sim! Disso estou certo.
Imagina: acordo de manhã, tomo duche, preparo o pequeno almoço, escolho a gravata que quero e visto-me para ir trabalhar. Poupo-te a descrição de encontrar dezenas de pessoas nos transportes que decido escolher para lá chegar. Poupo-te porque pouco aprendo com eles e elas...
E quando volto para casa, ao final do dia e vou correr há algo em mim que se movimenta. E não tem só a ver com o corpo. Penso nela, constantemente. Penso nos seus mistérios, concidências e cadências. Penso na minha e nas outras. Penso e volto a pensar - acho que é uma maneira de estar nela.
Uma maneira de estar na vida.
Vejo-me bem e se calhar (só se calhar, atenção!) é por essa razão que vejo bem a vida.
Se não calhar temos de tentar mudar a vida ou mudamo-nos um pouco...
Vês? Eu vejo(-te)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Destrunfrar

Sempre achei curiosa a cabeça dos estrunfes. Não tenho ideia de como conseguem ter sempre aquele toco espetado acima da testa. Mas descansa-me que seja apenas um...
Não sou um entendido no mundo destas personagens azuis mas não existe só uma estrunfina? Eu queria pensar bem da moçoila mas porque razão têm todos um gorrito branco e um toco erecto quando só existe uma gaja? Por isso mesmo... não é?
A estrunfina, qual sexo forte num Mundo de Homens não faz outra coisa senão destrunfar os demais habitantes da estrunfolândia. Obriga os parceiros a jogar trunfos. E penso... não são todas as mulheres assim?
Se não fosse o jogo de sedução como poderíamos ter a certeza que aquele/a nos pensa arrebatar (e não arrematar, ok?) tem trunfos? Faz parte do nosso Mundo mostrarmos o nosso melhor para conquistarmos quem gostamos, desejamos ou simplesmente queremos. Destrunfando? Seguramente é o que passa pela cabeça deste estrunfe.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007