Acabo de ler o "Dinner for two" do Mike Gayle. Não deixo de pensar no quanto é bom tomarmos as decisões mais acertadas (não necessariamente as mais fáceis) quando a nossa vida balança. O final é como devia ser...
Acabo de ver o "He's Just Not That Into You" com um elenco de actores conhecidos. Os pontos de vista de homens e mulheres, nos labirintos que os próprios criam das suas vidas, são dispostos com comicidade. Gigi, personagem central, atira, no final, com estas palavras:
"Maybe the happy ending is... just... moving on. Or maybe the happy ending is this, knowing after all the unreturned phone calls, broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment you never gave up hope."
Num mundo de mulheres, com tantos sinais e tantos cruzamentos ainda fico admirado como dão com o caminho. Tento admirar a sua ousadia e força de vontade com que constroem e destroem sonhos e intuições para que o todo volte a bater certo nas suas cabeças. Apesar dos contratempos parece que tudo faz parte de um "Masterplan" e que encontram coerência nas situações mais bizarras e situam-se com um romantismo invejável.

Ás vezes corre mal. Não parecem encontrar o Wally. A ansiedade causa ilusões...
Mas a vida é feita de esperança e por um instante voltamos todos (homens e mulheres) a acreditar outra vez. Vezes sem conta, contamos com o instinto. Continuamos o caminho à espera de encontrar alguém que nos complete (e nos complemente) para podermos ser felizes. A felicidade a dois, num jantar a dois.
Imaginamos os pormenores, os cenários, os rituais e no fim perguntamos: onde estás tu? Onde te posso encontrar? Ligas-me ou ligo-me a ti?
E se ela (ou ele) não está assim tão interessada (ou interessado) em ti? Enches-te de esperança e... segues caminho.




