sábado, 1 de agosto de 2009

O Regresso do Rei

Esta semana ouvi uma boa notícia.

Começo por dizer que muito embora este facto não influencie a minha vida de forma directa aumenta o meu bem-estar. faz-me ficar satisfeito. Alegra-me.

Michael Schumacher, o melhor piloto de Formula 1 de todos os tempos, vai voltar a conduzir um Ferrari.

Depois de jejum após jejum nesta época acredito que a Ferrari pode voltar a ganhar e a repetir-se a imagem de vitória que tantas vezes entrou pela minha sala dentro.

Esta imagem! Anunciava-se o Regresso do Rei

terça-feira, 28 de julho de 2009

Limiar de Conforto

Limo o conceito de limiar de conforto enquanto vejo o "Revolutionary Road" do Sam Mendes.

É uma infeliz história de um amor com diversas ambiguidades situadas entre o sonho e a realidade.

Compreendo a April. É uma luta titânica para mudar e ao mesmo tempo querer permanecer (ainda que infeliz). Esta luta consigo própria acaba por fazê-la sucumbir, em vida.

Há uma espécie de redoma que Frank constroi da vida deles que impede a mulher de entrar e de sair de cena. É uma imagem curiosa que encontrei apenas no livro que serviu de inspiração ao filme.

Lembrou-me uma velha citação.

"O mesmo muro que impede os outros de entrar, impede-os de sair." - Bill Copeland
E porque continuamos a evitar esta mudança tão necessária e que pode conduzir os outros a maior infelicidade?

Não pode ser explicado apenas pelo limiar de conforto.

Conforta-me pensar que ainda posso mudar...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Onde estás?

Acabo de ler o "Dinner for two" do Mike Gayle.


Não deixo de pensar no quanto é bom tomarmos as decisões mais acertadas (não necessariamente as mais fáceis) quando a nossa vida balança. O final é como devia ser...



Acabo de ver o "He's Just Not That Into You" com um elenco de actores conhecidos. Os pontos de vista de homens e mulheres, nos labirintos que os próprios criam das suas vidas, são dispostos com comicidade. Gigi, personagem central, atira, no final, com estas palavras:

"Maybe the happy ending is... just... moving on. Or maybe the happy ending is this, knowing after all the unreturned phone calls, broken-hearts, through the blunders and misread signals, through all the pain and embarrassment you never gave up hope."

Num mundo de mulheres, com tantos sinais e tantos cruzamentos ainda fico admirado como dão com o caminho. Tento admirar a sua ousadia e força de vontade com que constroem e destroem sonhos e intuições para que o todo volte a bater certo nas suas cabeças. Apesar dos contratempos parece que tudo faz parte de um "Masterplan" e que encontram coerência nas situações mais bizarras e situam-se com um romantismo invejável.


Ás vezes corre mal. Não parecem encontrar o Wally. A ansiedade causa ilusões...

Mas a vida é feita de esperança e por um instante voltamos todos (homens e mulheres) a acreditar outra vez. Vezes sem conta, contamos com o instinto. Continuamos o caminho à espera de encontrar alguém que nos complete (e nos complemente) para podermos ser felizes. A felicidade a dois, num jantar a dois.


Imaginamos os pormenores, os cenários, os rituais e no fim perguntamos: onde estás tu? Onde te posso encontrar? Ligas-me ou ligo-me a ti?

E se ela (ou ele) não está assim tão interessada (ou interessado) em ti? Enches-te de esperança e... segues caminho.

domingo, 26 de julho de 2009

Zerar


Gosto de verbos. Não é de agora que tento conjugar palavras com movimentos.

Hoje tenho este ímpeto de parar. Parar? Sim, para voltar.

Fico aqui a zerar o meu Mundo e espero que o dia 27 seja um recomeçar de um novo fôlego, o (re)começo de boas recordações futuras.

Não tenho ilusões: tenho de treinar mais para conseguir melhores resultados.

Estou disposto a isso? Se assim não fosse não estaria a escrever hoje - guardaria para amanhã.
Digo de mim para mim: Vamos a isto? :-)
Carrego no botão. Já está.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Assalto


Há algo que se perde para sempre dentro de nós. Aquele instante em que o tempo toma uma velocidade furiosa e nos torna reféns do nosso capricho interior é avassalador.

Vai haver sempre aquela descida, aquele ímpeto em meu redor, aquelas criaturas vestidas de mal e parte da minha vida a ser levada, numa mala azul, em fuga.

A intromissão foi determinante na minha escolha posterior em não voltar a ser mais invadido do que já tinha sido. Continuo, no entanto, a ser assaltado por aquelas recordações roubadas. Não me assusta voltar lá como nos primeiros dias mas mantenho reserva na minha propriedade.

Sublinho a privacidade e a privação.

Apercebo-me que são conceitos muito meus, muito unidos desde aquele dia, faz hoje há dois anos. Ironicamente unidos, na separação.
Este momento permitiu-me não só ser menos ligado aos bens materiais como acrescentar convicções ao meu Will.
Aceitei a derrota e ganhei com isso.

terça-feira, 27 de maio de 2008

The Match


O início é sedutor.

"Se a vida começar aqui já começou bem.
Querendo começar qualquer coisa, qual o primeiro passo?
O truque esteve sempre aqui: o primeiro e o segundo passo. O primeiro porque envolve toda a (in)definição e o segundo como a confirmação do caminho.
A espaços vamos pensar no princípio, no tempo de entregas generosas. Como o sorriso que doamos para que outros sintam o valor dele e o emoldurem mentalmente, na nossa memória fragmentada
.” (Will)

Eu imagino A Montanha.
Foco-me na chegada, na vitória, e os movimentos concêntricos espalham-se ao longo da ideia. Já não vou querer subir a parada. Não há nada que me incomode mais do que carregar fardos rumo ao topo.

E paro, se calhar, no momento mais improvável.

No início, houve esse sorriso entre nós.
No meio, em mim, há algo que se soma, que se acrescenta ao que fui sendo.
No fim centro-me numa única palavra. Acompanha-me, como um talismã, para toda a parte, adapta-se à minha vida e mantém-me com vida.

Do you match me?

domingo, 27 de abril de 2008

Volta na Vida

Waterfall, 1961, M. C. Escher
[Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/M.C._Escher]

Desenhei um círculo na minha vida. Julguei que abarcava todos os motivos para ser feliz mas alguém me mostrou que havia também o vazio.
Cai em mim, no interior da sua ausência, com dor. Aceitei-me condor e decidi que teria que voar. É certo que não voei para muito longe mas senti-me sozinho neste novo caminho. Seria mais um desafio e saltei quando me senti preparado.

Tive, acima de tudo, muita vontade.
Antecipei o início mas tinha de ser a 27. Aconteceu um mês antes quando me acolhi no abrigo que se fez casa.
O que não ritualizei antes faço-o agora. Parece-me a celebração de uma vida normal (Júnior). Agora que olho para trás não posso falar de The Great Escape mas de um contacto que assumi com Free Will, uma espécie de Independência, Lda. que deverá culminar um dia numa sociedade homónima.
Este momento terá sempre a música da Ana Carolina e o orgulho de poder contar-te que voltei. Por muitas voltas que a minha vida me dê não quero voltar a fechar o círculo para poder levar a água ao meu moinho.